Escritório
Executivo, segunda-feira, 08:30 am.(1)
- Henrique! Não acredito que você fez isso!! – esbravejava, andando de um lado para o outro nervoso, um homem alto, com cabelo loiro-escuro curto, olhos verdes, pele clara, num terno azul-marinho – como você contrata um assistente para mim, sem a minha permissão?!
- Eu ainda não o contratei, Fernando! - corrigiu um homem robusto de olhos e cabelos escuros, sentado displicentemente na cadeira – você sabe que eu não o contrataria se você não aprovasse! E sabe muito bem que precisa de um assistente! Você não pode depender tanto de mim para poder fechar os negócios!
- Mas, Henrique, eu não pre... – foi interrompido por Henrique que pegara o telefone.
- Paula, manda o candidato entrar.
- Sim, senhor Henrique. – respondeu solicita a secretaria do outro lado da linha.
- Henrique – começou novamente – eu não preciso de um – foi cortado novamente, desta vez pela secretaria que dava passagem para um homem de corpo definido, pele clara, olhos azuis escuros, longos cabelos prateados amarrados por um elástico, finalizando com um belíssimo terno todo preto... ele o fitava felinamente... Fernando enrubesceu virando o rosto.
- Pode sair, Paula! – pediu Henrique, ignorando a troca de olhares entre o candidato e seu sócio – Sente-se, senhor?!
- Louis Fierge – respondeu com voz firme e rouca.
Fernando sentiu um tremor percorrer por sua espinha ao ouvir a intensa voz... não conseguia deixar de olha-lo... era enigmático e sensual... – porque ele não para de me olhar assim?! – perguntava-se vendo Henrique procurar o currículo dele em uma pilha de papeis, se aproximou da mesa, abrindo uma gaveta e entregando o documento a Henrique...
- Ah! Estava aí! Obrigado Fernando – falou indiferente lendo o papel – muito bom o seu currículo, senhor Louis... 28 anos (2), não é casado, ótima faculdade, empregos anteriores... nossa! – o encarou espantado – você trabalhou na Conser Sur?!
- Sim, senhor.
Fernando se aproxima mais de Henrique lendo também o documento... era realmente impressionante, perguntou o encarando: - O que te fez largar esses empregos?
Louis fita libidinosamente em seus olhos respondendo: - Eles não tinham o que eu necessitava...
Fernando sentiu seu rosto em brasas, afastou-se deles indo se sentar num sofá, disfarçando seu embaraço.
- Bom, o senhor está contratado! – anunciou Henrique ao terminar de ler o currículo o cumprimentando – Você vai trabalhar com... – disse vendo Fernando ficar furioso, e se retirando da sala batendo a porta... Henrique irritado pela atitude do sócio explode: - Mas que homem teimoso!! – olha para Louis que permanece impassível na cadeira – me desculpe pelo senhor “nervosinho”, você vai trabalhar com ele.
- Qual vai ser a minha função, mais precisamente?
- Na verdade, você vai fazer quase de tudo, Fernando não é muito bom para os negócios... ele não tem muita atitude, e fica dependendo muito de mim... Agora, só não fale para ele, porque ele vai ficar mais “irritadinho” ainda, falei que você o assessoraria, mas na verdade é ao contrario... você vai decidir se fecham ou não os contratos que vão aparecer para ele, qualquer duvida me consulte, mas só em casos especiais, pois se não, não precisaria te contratar, era apenas deixar que Fernando continuasse a me importunar, entendeu?
- Sim, senhor. – disse se levantando.
- ótimo! – falou sorrindo – você começa hoje mesmo, vou chamar a Paula para mostrar o escritório todo para você.
Fernando andava de um lado para o outro em sua sala, muito nervoso falando consigo: - Como ele se atreve!! Não preciso de nenhum assistente!! Sou capaz de cuidar dessa empresa sozinho!
- Concordo plenamente! – falou a mesma voz firme e rouca atrás de Fernando, que empalideceu virando-se e vendo Louis encostado na porta, o encarando curioso – Só não entendo porque não o faz!
- O-o que?! – gagueja Fernando recuperando-se do susto.
- Porque você deixa que ele o controle?
Fernando o encara intimidado – Porque diz que ele me controla?! Só por eu ter dito essas coisas?
Ele sorri maliciosamente negando com a cabeça – Não... Então ele não o controla? – falou irônico – então o que ele faz para deixar você, que tem um ótimo potencial para controlar ou dominar qualquer coisa, pessoa ou situação, assim... tão indefeso... tão dependente dele?!
- Eu não dependo dele!... é que eu-eu... – não conseguia falar, mas precisava dizer a aquele homem, que só no olhar ordenava para que o fizesse... queria uma resposta, e teria que dá-la... – eu nunca disse isso pra ninguém – começou tenso, se sentando em sua cadeira, suspira e continua: - quando estava no segundo ano da faculdade, eu era tomado como se fosse um líder, era ótimo aluno, defendia meus interesses a qualquer custo, não recebia desaforos, era muito determinado... isso tudo até o dia em que Henrique entrou na sala... ele sempre foi muito controlador e intolerante, queria mandar e desmandar em todos e tudo, sempre impunha a vontade dele por cima das pessoas... No começo ele me detestava, pois eu não cedia a nada do que ele dizia ou queria... e isso, me machucava ao extremo, pois havia me apaixonado por ele, mas não conseguia deixar de lado minhas crenças... toda vez que nos víamos, sempre brigávamos... doía de mais, foi quando decidi que iria deixar de lado algumas coisas, para poder concordar com ele e ficar mais próximo... deu certo, ele pensava que me controlava e eu podia ficar ao lado dele... mas com o passar do tempo isso se tornou um desastre, pois não consigo mais brigar com ele... não consigo dizer o que penso das besteiras que ele faz... ele me humilha, me xinga, diz que eu não consigo fazer um contrato que não precise da ajuda dele... mas é ao contrario, se não fosse por mim esta empresa já estaria fechada a anos! E sabe o que é o pior?! – falou engolindo o choro com o rosto amargurado – eu nunca disse a ele o que sinto... nunca! – falou cobrindo o rosto com as mãos escondendo o choro, sentiu a cadeira girar, ergueu os olhos e viu Louis em sua frente ajoelhado o encarando muito confuso... jamais vira tal duvida estampada num rosto... ele se tornara ainda mais sedutor (3), perguntou firme:
- Porque faz isso?! O que é este sentimento que você fala! Você deixou de gostar de si próprio, para apenas “ama-lo”?
É claro o questionamento que se forma na mente dele... Fernando o observa, não entendendo o porque de tantas duvidas e questionamentos... Precisava responder, mas não conseguia... num impulso animal, como se algo o estimulasse (4), Fernando o beija vorazmente... as línguas em incessantes e brutas caricias se digladiavam incansáveis a busca uma da outra... Fernando levanta-se trazendo Louis ainda o beijando, começa a retirar sua roupa rapidamente, Louis se afasta com a metade da camisa aberta e com um sorriso lascivo nos lábios, conduz Fernando até o sofá, o empurrando fazendo-o sentar-se... se posta frente a ele, desabotoando lentamente sua camisa, deixando-a escorregar por seu corpo quando terminou... Fernando sentia que iria enlouquecer se não o tocasse, tentou levantar, mas Louis o impediu apenas com o olhar... Louis continuou com sua tortura, colocou os dedos na boca, os sugando e deslizando por seu pescoço, tórax... passeada por cada músculo... deixando Fernando extasiado por tanta beleza e luxuria... abriu o zíper de sua calça, e Fernando não se importando com a ordem do outro, o agarrou sentindo o seu cheiro inebriante, beijava sua nuca, mordiscava seus ombros descendo e retirando sua calça... se afastou um pouco para ver o deus devasso a sua frente... o corpo perfeito como de um deus grego, o falo rijo e atroz... Louis pega uma de suas mãos conduzindo-a até seu corpo, permitindo que Fernando o tocasse, ele estremece de tanto tesão ao sentir a pele quente do outro... Louis retira a roupa de Fernando, e este empurra Louis para sentar-se no sofá, ávido por prazer, Fernando senta no falo de Louis, gritando de prazer, ao ser preenchido tão brutalmente, começa a cavalga-lo vorazmente, conduzindo o ritmo dos corpos... Louis aperta os mamilos de Fernando o fazendo gemer mais ainda... Fernando, sentindo o gozo próximo, pega em seu pênis masturbando-se, não parando de conduzir os movimentos dos dois, e explodem em sêmem... Fernando sai do colo de Louis, deitando no sofá com os olhos fechados e a respiração entrecortada, quando ouve uma risada, abre os olhos e vê Louis o encarando sorrindo maliciosamente, fica rubro e pergunta embaraçado: - porque esta rindo?!
Louis se aproxima dele, ficando por cima, e responde serio: - Percebe que não perdeu o “jeito” de controlar?!
Fernando fita Louis incrédulo: - eu-eu fiz isso... fui eu quem quis!... mas, não sei se vou conseguir com o Henrique... – falou desanimado, viu Louis se levantar.
- Você sabe tão bem quanto eu que conseguirá! – falou calmamente se vestindo – não entendo vocês! Temem tantas coisas, mesmo sabendo que são capazes de supera-las! Jovens, adultos, mulheres! Vocês são muito complicados de entender! (5)– confessou ainda calmamente terminando de se vestir, vendo que Fernando nem se vestira ainda, permanecia deitado ouvindo o que dizia, suspirou : - eu vou embora, senhor Fernando!
Fernando estava se sentindo diferente... com confiança, as palavras do rapaz faziam muito sentido! Teria que tentar ao menos... se não conseguisse iria refazer sua vida, não podia ficar nessa dependência de Henrique para sempre!... o amava, e muito, mas não o deixaria o controlar mais! Se vestiu e saiu apressado...
- Senhor Fernando! – chamou a secretaria, Fernando pára a fitando – o senhor já vai sair para o almoço?
- Vou sim, Paula! E fala pro Henrique que nem sei se volto hoje, tchau!
Paula viu ele se retirar sem entender o porque da atitude, voltou para o seu serviço, quando Henrique aparece se retirando também – Senhor Henrique?! – ele se vira e bate a mão na cabeça como se estivesse esquecido de algo, foi em direção a sala de Fernando sendo chamado novamente pela secretaria – Senhor Henrique, o senhor Fernando já foi almoçar. – Henrique a fita incrédulo.
- Como ele já foi almoçar?!
- Ele disse que talvez não retornasse hoje, faz uns dez minutos que ele saiu.
Henrique irritado explode: - alem de não ter me esperado, o cretino nem vem mais trabalhar! Estou saindo Paula!!
Saiu ainda muito irritado, Paula o vê sair sem entender também, ouve uma voz atrás de si: - O que será que acontece com eles?!
Paula assustada se afasta repentinamente encarando o novo empregado: - Eu-eu não sou paga para entende-los, senhor.
Louis ri, e toca em seu rosto: - Você tem razão! (6)
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No restaurante, Fernando ainda pensava no que iria fazer, quando ouviu Henrique o xingando: - Porra Fernando! Nem pra me esperar! E posso saber porque não vai trabalhar?! Tudo bem que você não faz muita coisa! Mas...
Fernando se levantou irritado fazendo com que o outro se calasse automaticamente – Não quero ouvir mais suas baixarias, Henrique! Fica quieto e senta aí! – Henrique assustado com a repentina ira de Fernando, se senta o vendo sentar-se também – Muito bem! Agora podemos conversar! Não vou voltar para o escritório hoje porque não quero! Nunca faltei um dia sequer, muito diferente de você! Cansei, Henrique, de você ficar me dando ordens como se eu fosse um moleque, ou me desrespeitando! Andei pensando muito e decidi que quero desfazer a nossa sociedade! – Fernando falava muito friamente, mas seu coração estava em frangalhos ao ver a expressão de decepção e abandono no rosto do seu amado.
- Mas, porque isso agora Fernando?! – falou obviamente chateado – eu sei que eu não te trato muito bem... mas, eu sou assim, você sabe disso!
- Sim eu sei, Henrique, mas eu já me enchi disso! Eu tenho amor próprio, sabia?! – era mentira, faria qualquer coisa para ficar ao lado dele, mas precisava parar de se machucar, e assim descobriria se ele gostava dele ou não.
Henrique permanecia sentado e não encarava Fernando, estava se sentindo traído pelo outro querer abandona-lo – Tem certeza que você quer isso mesmo?! Você não entende muito de negócios, como fará sem mim?!
- Você sabe tão bem quanto eu, que eu sou muito capaz! Você é que não me deixa trabalhar, posso me virar muito bem sem você! – era a maior mentira que dissera até agora, não sabia o que seria da sua vida sem ele – e eu posso contratar outras pessoas também!
Henrique sentiu as ultimas palavras como se fosse um soco no rosto... Fernando não precisava dele... levantou-se rapidamente e foi embora, não queria que ele o visse chorar... mostrava-se forte e arrogante, para que não vissem como ele era sozinho... seu melhor amigo o abandonara por causa disso... por causa de seu temperamento, por não saber expressar carinho... iria embora não queria ver a expressão de ira de Fernando, preferia não ver que o amigo o odiava... Mas, se tivesse virado iria ver a expressão de desespero e dor no rosto de Fernando, que não queria ver ele daquela forma...
- O que eu disse! – sussurrou para si, apoiando a cabeça em seus braços... ele sabia que Henrique era muito sozinho, não tinha parentes nem amigos! - ele estava chorando... – falou no mesmo tom, sentiu um peso no coração terrível por deixa-lo naquele estado, mas por quantas vezes chorou sozinho com a indiferença do outro... mas, não deixaria que ele chorasse sozinho! Levantou-se rápido deixando o dinheiro na mesa, e seguindo para o apartamento de Henrique. Chegando lá o porteiro o cumprimentou...
- Oi senhor Fernando! O senhor Henrique não chegou ainda, quer deixar algum recado?!
Fernando se assustou! – como ele ainda não chegou?! – pensou ansioso por encontra-lo, saiu novamente apressado, foi para um parque que havia entre o restaurante e o apartamento, algo lhe dizia que ele estaria lá... seu coração parou ao vê-lo sentado cabisbaixo num banco, ele ainda chorava, se aproximou cautelosamente – Henrique?! – o chamou suavemente.
Ele não o encarou – O que veio fazer aqui?! Me dizer mais coisas?! Me dizer que me odeia?! – falou o encarando com os olhos vermelhos – vai diz logo e vai embora! – voltou a baixar a cabeça, não queria ouvir o que Fernando viera dizer, sabia que não agüentaria, mas devia isso a ele... havia maltratado, e muito ele! Merecia ouvir!
Fernando estava estático, não acreditava no que via! Henrique estava magoado, demonstrava isso claramente, coisa que nunca fizera... nunca o vira chorar... Fernando chorou também, se ajoelhou fazendo com que Henrique o encarasse, ele o olhou confuso, não entendia porque Fernando chorava, este o abraçou sendo correspondido, Fernando diz em seu ouvido ainda abraçados: - Eu não posso dizer que te odeio, Henrique! Jamais faria isso, porque eu te amo há muito tempo, não quero ver você assim! Mas se você não quiser mais falar comigo depois do que eu te disse, eu vou entender! – foi Fernando que se afastou dessa vez cabisbaixo, por mais que Henrique tivesse magoado com ele, não queria ver o nojo estampado em seu rosto.
Henrique tocou no rosto de Fernando, fazendo com que ele o encarasse, sem que esperasse, Henrique dá um rápido selinho em Fernando, que vê Henrique rubro de vergonha, sorri abertamente, toca em seu rosto o chamando para um beijo, Henrique se entrega apaixonadamente... o beijo é tímido e suave, se afastam sorrindo... – Vamos embora, Henrique?! – levantou-se puxando pela mão Henrique, foram para o apartamento de Henrique, chegando lá, Fernando o beija novamente, mais profundamente, tocando-o por todo o corpo, Henrique se entrega gemendo abertamente devido as caricias, Fernando o conduz para o quarto, o empurrando para a cama, fica em pé o observando com um sorriso safado no rosto, e diz: - Vou fazer você se arrepender por não ter me tratado direitinho! (7)– Henrique o encara surpreso.
- O que você vai fazer?! – (8) pergunta temeroso, vendo Fernando engatinhar na cama ficando sob ele e começar a retirar sua camisa botão por botão e enquanto retirava beijava o pedaço da pele que ia aparecendo, fazendo com que Henrique suspirasse a cada beijo que ele dava, o abraçou, mas Fernando se afastou tirando sua camisa, pegou-a e mostrou para Henrique.
- você não vai me tocar, meu querido! – Henrique o encara não entendendo – me dê suas mãos! – Henrique sem pestanejar estica os braços, vendo Fernando amarra-los com a camisa e prendendo na cabeceira ... agora entendia o que Fernando queria dizer com que iria ser castigado... não poderia toca-lo... Fernando retira a calça de Henrique mordiscando a pele branca, só o deixa de cueca, o olha lascivamente, Henrique foge do olhar faminto vermelho... Fernando percebe e faz com que ele o encare: - olhe para mim! – ordena, deitando-se na cama e retirando sua calça e cueca sensualmente, via que ele o olhava faminto também... ele o desejava... mas iria castiga-lo antes de atender aos seus desejos, nesse pensamento, começou a lamber entre as pernas de Henrique fazendo com que ele tivesses espasmos fortes, foi subindo em direção a virilha, lambeu por cima da cueca, fazendo Henrique gemer mais profundamente, ele movimentava lentamente os quadris buscando por Fernando, que por isso, deu-lhe um tapa na bunda: - Nada de se mexer!
- Ahmm Fernando! – choramingava... estava muito excitado e precisava do alivio – por favor – implorava.
- Pode chorar a vontade! Nada de alivio! – falou arrancando com violência a cueca, a rasgando, Henrique geme alto quase gozando pela bruta surpresa – Você é mais gostoso do que eu imaginava, Henrique! – declarou antes de lamber a cabeça do pênis de Henrique, ouvindo-o gritar, colocou o falo inteiro na boca, iniciando a felação.
- Ahhh Fernan-dooo! Mais! – implorava arduamente, sentiu que estava preste a gozar, quando Fernando aperta seu falo impedindo que o alivio viesse, Henrique chora tentando se soltar, e sente Fernando lhe acariciar o rosto o chamando suavemente.
- Henrique – ele o fita ofegante, vermelho e com os olhos com lagrimas... tinha exagerado no castigo, o beija intensamente levando seus dedos para o ânus de Henrique, que grita com a invasão dos dois dedos, mas logo se acostuma com a dor... Fernando sente que Henrique esta muito tenso, seria muito difícil penetra-lo, ele era deliciosamente apertado, sentia-o pulsar em seus dedos... teria que alivia-lo primeiro, o soltou da cama, e fez com que ele se sentasse em seu colo, pegou os dois falos os atritando, gemiam desvairadamente, Henrique não demorou a chegar ao ápice... ficando mais relaxado Fernando o deitou na cama se posicionando entre suas pernas, e começou a penetração bem lentamente... Henrique sentia dor, mas Fernando o acalmava o acariciando... começou a estoca-lo lentamente, Henrique alucinado geme alto.
- Mais! Ahhhhhhhhmmm! Mais! Fernandooo! – Fernando atende ao pedido aumentando as estocados levando os dois ao gozo. (9)
Cume
do Belvedere do Escorpião, segunda-feira, 23:59 am.
(10)
O rapaz estava sentado numa rocha observando as luzes da cidade, era o lugar mais alto da cidade... ninguém ia até lá... era o local perfeito... sentia o vento bagunçar os seus cabelos, levantou-se, estava pronto para se jogar... finalmente iria morrer... respirou o ar da noite... quem diria, um rapaz de dezesseis anos desejando a morte... indo para seus braços... coisa que, para ele, demorou a vir... o impediram por diversas vezes, mas desta vez não! Ninguém o impediria!... lembrou-se do seu passado, deixando escorrer uma lagrima solitária... nunca mais choraria... ia voar, quando ouviu um ruído, parou e esperou.
- Não vão me impedir de novo! – pensou determinado, o ruído continuava, de onde estava não dava para ver o que era, estava numa ponta mais escondida da rocha, foi muito cautelosamente até a outra ponta... o que ele viu o impressionou ao ponto dele ficar estático e deslumbrado...
Um homem muito alto e forte, com tatuagens negras espalhadas pelo corpo, com apenas uma calça preta e uma espécie de cinturão de prata, tinha os cabelos longos e prateados, tão prateados que chegavam a ter luz própria (11)... era magnífico... ele fazia movimentos com os braços, parou de repente surgindo a imagem de uma mulher tão deslumbrante quanto ele... ela tinha o cabelo muito preto, se confundia com a própria escuridão da noite, pele muito clara, um corpo escultural, estava nua o que lhe cobria apenas era seu longo cabelo... eles eram a perfeita descrição da beleza e luxuria... ele se ajoelha diante ela, e ela diz com voz gélida: - Porque me chamastes, criança?!
- Perdão, Grande Senhora Lilith (12) , mas gostaria de saber qual é minha missão aqui?! – indagou com voz inumana e sensual.
- Não falarei, criança! Terá que descobrir por si só, não irei interferir, pois o seu sucesso ou fracasso me afetara diretamente! – ela o vê cabisbaixo se aproxima colocando a mão em seu rosto – você é o mais belo de todos, criança... mais ainda quando esta triste, por este motivo eu o enviei por um ano terrestre, para achar o que você perdeu... não posso e nem devo interferir, você tem mais seis meses, não demore a achar o que você perdeu, minha criança! – ela falou desaparecendo lentamente e antes de sumir por completo sussurrou para ele: - procure que acharas... ele também o procura...
O ser permaneceu do mesmo jeito, parecia triste... o rapaz sentia a tristeza do ser... foi se aproximando silenciosamente, queria ver o rosto do ser... ser porque ele com certeza não era humano, era grande de mais, deveria ter mais dois metros, e tudo ele era sobrenatural... começava a sentir um cheiro inebriante e cálido, estava bem próximo a ele... ele nem se movera, tomou coragem e foi ver seu rosto... sentiu sua alma sair do corpo por instantes... era belo de mais, o rosto perfeito, pele de marfim, boca carnuda, os dentes branquíssimos com os caninos alongados, os olhos de um azul tão profundo quanto uma jóia rara... ele derramava sangue de seus olhos... o fazia mais inumano ainda... ele olhava curioso para os dedos com sangue que retirara de seu rosto... encara o rapaz curioso: - Porque sai sangue de meus olhos, humano?
O rapaz sentiu arrepios por todo o corpo ao ouvir tão de perto a voz, não sabia o que responder: - eu-eu não sei – o encarou novamente, sentiu sua tristeza e perguntou: - você esta se sentindo triste?!
O ser o encarou mais seriamente – Sim, como sabe?
- Não sei... senti que o senhor estava triste... senti sua tristeza como se fosse a minha... acho que esse sangue são lagrimas... você esta chorando porque?! – perguntou angustiado.
- Eu não sei... nunca chorei...
- nunca?! – perguntou incrédulo vendo o ser assentir... o fitou curioso: - o que você é?!
O ser responde: - Sou um dos grandes generais do Inferno (12), servente da Grande Lilith.
O menino o olha, realmente não poderia ser um anjo, era sedutor de mais para ser um... – e qual é o seu nome, senhor?!
- Me chamo Luriel... e quem é você?! – perguntou o encarando curioso.
- Que nome bonito! – falou espantado, e num muxoxo responde – não sou ninguém, senhor Luriel...
Luriel ignorando a resposta indaga: - Qual é o seu nome humano?
- Me chamo Gustavo.
- E o que fazia aqui?
Gustavo fica tenso por instantes, mas sabia que não adiantaria mentir para ele... se tudo o que ouviu sobre demônios for verdade, ele sabe o que se passa em sua alma... seria muito fácil ser decifrado por Luriel – eu ia me matar, senhor... quando eu o ouvi... me desculpe se eu me intrometi, não era a minha intenção!
Luriel curioso pergunta: - Porque ia se matar?! Os humanos fazem qualquer coisa para permanecerem vivos! Porque queria morrer?!
Gustavo sorri com a inocência (13) do general: - Sim, muitos humanos desejam a todo custo viver... mas, como tudo existem as exceções... eu sou uma delas? O senhor não esta aqui há muito tempo, não é?!
- Sim, estou aqui há seis meses aproximadamente... – Luriel fita atentamente Gustavo – tem certeza de que você é humano, menino?!
Gustavo estranha a pergunta, mas responde confiante: - Sim, tenho! – pensou um pouco – pelo menos eu acho... mas porque perguntou?
- Porque essa minha aparência, enlouqueceria qualquer humano em questão de segundos, emano muita energia maligna mas você não foi afetado... e não entendo porque, você não tem cheiro de anjo, demônio e nem humano... é muito peculiar o seu aroma! – falou se aproximando de Gustavo, buscando por seu cheiro, o deixando rubro... ele voltou a se sentar – e também você não se assustou quando soube quem eu era, mas você ainda não respondeu porque quer morrer.
Gustavo tentava se acalmar ter o ser tão perto de si o alterou e muito – Eu não tenho motivos para viver... – começou depressivo – não tenho nada desde que eu nasci...
- Você fala de posses?
- Não... falo de carinho, amor... nunca senti e nunca ninguém me amou... sempre fui muito sozinho...
Luriel franze seu rosto – O que é esse sentimento de que vocês falam tanto?!
- Amor?! – vê o ser assentir – não sei te explicar, é muito complexo explicar um sentimento, ainda mais esse... cada um tem uma maneira de explicar o que é, mas amor para mim é quando você tem uma pessoa ao seu lado que goste de você e que você goste dessa pessoa, é uma troca de carinho?
- Amor então é desejo?!
- não, acho que não... desejo é apenas uma sensação de querer e o amor é o querer... entende?!
- Estou tentando... vocês humanos são muito confusos!
Gustavo ri, e pergunta timidamente: - Você poderia me dizer o que veio fazer aqui senhor?
Luriel olha para o céu noturno – Eu não sei qual é a minha missão aqui, só sei que devo procurar por algo... mas nem imagino o que seja... e não me chame de senhor, pode me chamar de Luriel!
- Obrigado, senh- não, Luriel! – Gustavo sorri Luriel o encara tocando em seu rosto.
- Tem um sorriso muito belo, Gustavo! – vê o menino ficar vermelho e esconder o rosto... Luriel sentiu-se bem na presença do menino... sentia-se à vontade, conversar com ele estava o acalmando, por isso decidiu fazer uma proposta: - Gustavo, deseja mesmo morrer? – viu o menino assentir – Então deseja fazer um contrato comigo?!
- Contrato?! – indaga confuso.
- Sim, você permanece comigo durante o tempo que me resta aqui, me esclarecendo algumas coisas, e se você me convencer o porque quer morrer, eu levarei sua alma, aceita?!
Gustavo sorri abertamente, era maravilhosa a proposta, morreria e ajudaria Luriel... – mas, porque eu quero ajuda-lo?! – pensou confuso por instantes, sentia em sua alma: queria ficar ao lado dele, por isso respondeu determinado: - Aceito!
Luriel levantou-se ficando muito maior que Gustavo, estendeu a mão para que ele também se levantasse, e disse serio: - Você não poderá voltar atrás, não quer pensar melhor?! – o viu negar do mesmo modo – esta bem então, me dê sua mão! – Gustavo a esticou com a palma para cima, Luriel colocou uma de suas mãos por baixo da dele e com a ponta do dedo da outra mão, fez um corte na palma, derramando um pouco de sangue, conduziu a mão sangrando até sua boca, e sugou o sangue, fazendo com que o corte cicatrizasse automaticamente... Luriel sentiu uma força estrondosa emanando para dentro dele... disse ainda sentindo a energia de Gustavo: - você não é um humano normal! – Luriel fixou o olhar no do outro, os olhos cinzas com tonalidades de verde, o cabelo preto, e o rosto infantil assustado... ainda segurava em suas mãos, soltou-as sentindo uma dor em seu peito, falou se afastando: - o pacto está selado!
Gustavo sentia que seu coração iria sair de seu corpo de tanta intensidade com que ele batia... ofegante agradeceu ao demônio em sua frente, mas ele pareceu não ligar... de repente, surge uma nevoa cobrindo Luriel... Gustavo sente o seu aroma muito intensamente, por instantes, e depois vai sumindo juntamente com a nevoa, surgindo dela um homem não tão alto, com os cabelos também prateados, mas curtos presos por um elástico, num terno preto... ele fala com voz rouca e firme: - Esta é uma das minhas aparecias humana, chamo-me Louis Fierge. (14)
FIM,
mas continua em VERDADE E PASSADO!!
BASTIDORES - LEIAM (cenas imperdíveis – CI –; explicações – E – ou comentários inúteis – CmI – que eu não coloquei para não estragar o desenvolvimento da historia! São os (com números) que eu coloquei!!)
(1 – E) – Bom, deu pra perceber que não é o mesmo horário que está no final do primeiro cap! E não é mesmo, é cinco minutos antes de Louis entrar dentro da sala! Isso porque no cap anterior não queria mostrar a conversa dos dois “sócios”!
(2 – E e CmI) – O__õ vcs devem estar se perguntando: - mas ele não tinha 18?! Ele não estava na escola?! Como já tem 28 anos?! É meus quiridus! Vcs vão entender... calma! O Louis como vcs viram é um lindu e gostosu demonio! Sendo assim ele pode ter a aparência que quiser!! ^__^ Não é fantástico?! *________*
(3 - CmI) COMO ELE PODE FICAR MAIS SEDUTOR AINDA?! *_______________*
(4 - E) Esse impulso foi dado pelo próprio Louis, ou Luriel ^__^
(5 - CmI) Tadinho ó__ò imaginem um demônio sozinho e desamparado sem entender nós humanos, que somos totalmente difíceis de se entender! ú___ù
(6 - E) -____- como no outro cap, o Louis não perde uma! E de novo: se eu disser o que realmente aconteceu, não vai ser uma fic Yaoi apenas, e vcs já imaginam com certeza o que aconteceu! ^____________^””
(7 – E) *_____________* u Fernando é sadomasoquista!! Pra quem não sabe sadomasoquismo é o prazer com o sofrimento alheio.(Aurélio)
(8 - CmI) -_________-“” como é inocenti!
(9 - CI) Henrique acorda um tempo depois sentindo como nunca se sentira: amado... sabia que Fernando o amava, demonstrou a cada toque, por mais cruel que tenha sido... Henrique riu... – E eu gostei de cada castigo! – pensou ainda sorrindo vendo o amante ainda dormindo... Lembrou-se do dia em que se conheceram, de como ele era determinado e autoritário... desejava ser igual a ele, mas não fez nada certo, o afastou e depois tirou o brilho que ele tinha... mas, pensava que ele um dia acordasse, como fez hoje... adorou ser dominado por ele... fez um carinho em seus cabelos o despertando, ele o encarou ainda sonolento, puxou-o para um beijo, se separaram e Fernando com o cenho franzido indaga preocupado: - Henrique eu te machuquei?!... acho que eu exag... – foi interrompido por Henrique que o calara com outro beijo.
- Você não fez nada que eu não quisesse! – sorriu tendo uma idéia, ficou por cima de Fernando atritando o seu corpo nu com o do outro, fazendo-o gemer baixinho - mas você demorou muito para me tomar seu, meu amor! – sussurrou incitante, enquanto mordia e lambia o peito de Fernando e descendo, arrancando dele suspiros libidinosos – por isso – chegou ao abdômen – eu – passou a língua até o pênis semi instrumecido o tocando levemente – vou também – apertou vendo o outro se contorcer e gemer extasiado – te castigar!
(10 - E) É o seguinte: esse lugar naum existi!! Eu coloquei esse nome pq eu gosto de escorpião! ¬__¬”” tah eu sei q é um motivo besta! Mas fazer o que né?!... Agora sobre o horário é muito importante! Porque o ritual para chamar um portal do inferno tem que ser feito estritamente a meia noite, e como o Gustavo estava divagando sobre ele mesmo, dei esse um minuto para ele ver o nosso gostosu favoritu!! \^O^/
(11 – E e CmI) Fiz a ficha du Luriel:
nome: Louis Fierge (falsa identidade); nome verdadeiro: Luriel;
profissão: identidade falsa: ex-estudante (primeiro cap) e ex-auxiliar executivo (nesse), versátil u mininu, naum?! Nu inferno: 2º General (cargo muito importanti!!);
raça demoníaca: soh pra saber: deu pra perceber que ele NÃO é um vampiro?! Deixa eu explicar: todos os demônios têm os caninos alongados, não muito, mas têm! Em resumo: ele não é um vampiro, e sim um... ops! Não posso falar se não estraga a hist!!
altura: 2,43 m
peso (ou excesso de gostosura): 102 kl (pra quem esta achando que ele é gordo se enganou!! >__< para a altura dele e a massa muscular é OTIMA!! Ele é MUIIIIITO GOSTOSU, OK?!)
olhos: azuis escuros com leves toques prateados. (^__^ deu pra perceber q eu gosto da cor prata?!)
cabelos: prateados, não eh muiiiiiiito liso, tem algumas ondulações (imperceptíveis)! Na forma humana o comprimento vai até mais ou menos o ombro, e na versão demoníaca chega até a cintura.
(12 - E) aqui tem algumas explicações sobre Lillith, ou a Lua Negra (eh genti eu não inventei ela! -_____-): http://www.youkoyoru2.kit.net/vampiro1.htm, mas em resumo ela eh a mãe de todos os demônios, mais especificamente dos vampiros! Eu sei que eu já disse que o Luriel não é um vampiro, e não eh mesmo! Vcs irão ver no proximu cap! Agora sobre os Grandes Generais do Inferno, eh o seguinte: no inferno existem varias classes de demônios, os mais poderosos ficam junto com o soberano do inferno, que na minha hist é Lillith, eles são controlados por ela, por ter mais poder que todos (e tbm pq ela naum eh besta de deixar demônios poderosos a solta para desafiar ela qdu bem entender, ou seja, qto mais próximo mais fácil de controla-los), o Luriel é o Segundo General, ou Comandante!
(13 - CmI) ¬_______¬”” inocência AONDE?!
(14 - E) OH! LURIEL E LOUIS SAUM A MESMA PESSOA?! Sim, saum!! ^______^