LOST SOUL
(¯`·._.·[CaPiTuLo
Um]·._.·´¯)
– Ei! Moça! Acorde!... Beba isto!
– Ah?!... Onde estou?... O que é isto?!
A mulher fraca, por causa da fome e sede que sentia e dos grilhões que prendia suas mãos e pés, não conseguia se mexer... Assustada olhou para a pessoa que lhe servira a bebida brilhante... Era um rapaz alto, aparentando ter sua idade, muito sujo e maltratado, mas com uns olhos claros e extremamente expressivos que brilhavam naquela escuridão, sobre a cabeça uma túnica que lhe cobria toda cabeça, não mostrando seu cabelo... Ele continuava a olha-la com muita preocupação e com a bebida em suas mãos...
– Vamos! Beba!... Você esta muito fraca, precisa beber... você pode morrer se não se alimentar um pouco... É misdra! Beba!
– ... Mas, o que é isso... É veneno?!
– ... Não! Não conhece misdra?!... É uma água especial, com muitos nutrientes... Equivale a uma refeição completa!... Vamos, beba logo... Antes que me vejam aqui!
O rapaz se aproximou mais dela e colocou a cumbuca em sua boca... ela bebeu com muita vontade, se saciando a cada gole...
– ... Pronto! Daqui a pouco você vai se sentir bem melhor...
– ... Muito obrigada... Não sei como agradecer...
– Não foi nada..., mas só não conte que me viu aqui!... agora eu tenho que ir!
– Espere!.. Por favor, me diga onde estou?!
– ... Na prisão de Mohaket...
O rapaz saiu da cela rapidamente, e sumiu na escuridão do calabouço,..., era um lugar quente, úmido e escuro... Ela estava acorrentada, num canto, dentro de uma cela fechada com uma única porta de ferro muito grossa.
Ela ainda não acreditava no que havia acontecido... tudo parecia um pesadelo horrível que não tinha fim...
“Tudo começou quando ela decidiu ir a uma excursão da escola para um museu... antes não tivesse ido...
– Muito bem, me sigam – falou o guia do museu muito sombrio – Agora visitaremos a ala de Objetos de Magia Negra,..., por favor vou continuar insistindo para que não toquem em nada!
Sinceramente não sei porque vim para essa droga de excursão – pensou... Neste momento, passa por ela, um garoto de olhos claros, cabelo castanho esvoaçante, e a olha..., ela rapidamente devia o olhar envergonhada... Agora eu lembrei porque eu vim... Jonny... ele é o garoto mais lindo de toda escola..., mas eu não sei porque me iludo..., ele nem sabe que eu existo!... e também tem a idiota da Danielle, se diz namorada dele... humpf... Interrompendo seus pensamentos, ouviu um som muito fraco que a chamava, ela se virou e viu um vaso muito esquisito..., o guia falava sobre ele...
– ... este vaso é muitíssimo raro, só existe em nosso museu! – falou o guia com muita pompa, e continuou – ..., vamos ver se algum de vocês sabem quando ele foi descoberto?
– ... há quinhentos anos atrás... – mas porque eu disse isso!!, Pensou indignada consigo.
– Pronto! Falou a esquisita! – zombou Danielle, seguida por seu coro de três amigas, e risadas do resto da turma...
– Como você sabia, menina?! – perguntou o guia do museu muito surpreso e curioso.
– ... chutei... sinceramente eu não sabia... – porque eu disse?!! Que vergonha!!!
– Um chute preciso..., bom continuemos, como disse sua colega, este vaso foi descoberto há, apenas, quinhentos anos..., mas o curioso é que ele é muito antigo, tanto que nossos pesquisadores não sabem ao certo de que época ele pertence, e muito menos quando foi criado...
– Nem por quem foi criado?! – perguntou Jonny muito interessado.
– Infelizmente, não... o vaso tem características de vários povos de diferentes épocas,..., este é um dos motivos que é tão difícil avalia-lo precisamente..., uma outra dificuldade é que ele esta envolto por uma cúpula de vidro muito resistente, como vocês podem ver... Nós suponhamos que o vaso seja feito de pele humana...
Uma explosão de comentários e cochichos se espalhou pela sala...
– É verdade mesmo?! – perguntou um dos alunos.
– Sim, existem muitos indícios de que seja..., esse costume de fazer artefatos com pele humana, mais precisamente com a pele dos inimigos, é de uma tribo Asteca... uma outra curiosidade sobre este vaso é que, através de um tipo de scanner, detectamos órgãos humanos dentro do vaso...
Uma outra explosão de comentários se espalhou...
– Mas, isto não é costume dos astecas! – exclamou a professora muito intrigada.
– Exatamente, é um costume de algumas tribos africanas..., eles retalhavam seus inimigos, guardavam seus órgãos em vasos de barro, e os lacravam para que seu espírito não voltasse...
– Ah! Então seja quem for que fez isto, lacrou muito bem, para que esse “espírito mal ” não saísse, aha! Aha! Aha! – disse Danille num tom de deboche.
– É mais provável que seja isto mesmo, mocinha! – respondeu rispidamente o guia, e ignorando a menina, continuou – mas, não é só isto que faz deste vaso tão misterioso..., as cobras, por exemplo, são símbolos egípcios; as pedras preciosas são de regiões diferentes, e todas muito raras pelo tamanho, a mais rara é esta ônix negra, ela só era encontrada na Antártida, hoje já não existe mais..., a cúpula é feita de diamante, que nunca foi visto nesta forma tão lisa e perfeita...
– E as escrituras? O senhor não mencionou nada sobre elas! – perguntou a professora curiosíssima.
– Bem, professora, isto também ainda é um mistério! – disse o guia muito desanimado – não conseguimos traduzir nenhum símbolo, não é de nenhuma das escrituras antigas conhecidas, não temos idéia do que possa significar...
– ... é uma maldição... – ai meu deus! Porque estou dizendo essas coisas?! Parece que a minha boca criou vida!!, pensou muito envergonhada.
– Hoje a esquisita está falante!! – disse Michelle, debochando.
– É verdade! Ela só fala esquisitices!!! – concordou Patrícia e Cínthia.
– Eu disse que ela é esquisita!- arrematou Danielle.
– Silencio, mocinhas! – esbravejou a professora, e voltando o olhar para Angie disse – o que as senhoritas não fazem para não aparecer, não é mesmo?!
– Sinto muito professora..., eu só pensei – ai! Porque?! Que vergonha!
– ...“eu só pensei” – disse Michelle debochando.
– Acho que eu já falei para vocês ficarem quietas! – falou a professora num tom de ameaça – Não quero ouvir mais nada! Entendeu senhorita Angie?!
– Sim senhora...- porque?! Porque eu tinha que abrir a minha boca?! Me sinto estranha perto desse vaso... tenho a sensação que sei muitas coisas sobre ele... mas, não sei porque, refletiu cabisbaixa...
Angie ouviu novamente o som, mas com mais clareza... era uma voz fria, melancólica e terrivelmente assustadora... – Me tire daqui... Angie voltou seu olhar para o vaso, e sentiu que a voz vinha dele... esta voz a chamava.... e sem perceber, Angie, se aproximava cada vez mais do vaso... quando...
– Angie?! Tudo bem?!
– Ah?!.. Oi Jonny!... Tô bem...
– Você parecia estar hipnotizada pelo vaso... gostou tanto assim dele?! E como você sabia tudo aquilo sobre ele?... foi assustador! Depois que o cara falou tudo aquilo, você diz “é uma maldição”... aha! Você deveria ter visto a cara da professora! Ela ficou branca! Foi muito engraçado!
– Mas, juro que a minha intenção não era essa... não sei porque disse aquilo... só achei que fosse... entend..
– Ah! Jonny! Conversando com uma esquisita fracassa! – interrompeu Danielle, e abraçando Jonny, continuou – vamos embora, querido... a velha já foi para a outra sala!
– Não fale assim Dany!
– Tá bom! A “professora” já foi para a outra sala!... Melhorou amorzinho?!
– Não era a professora a quem eu me referia – disse Jonny – me referia a Angie!... Mas você tem razão temos que ir antes que a professora tenha outro acesso de raiva! Vamos..
Eles foram se afastando de Angie, Danille agarrada ainda em Jonny e as três amigas de Danille logo atrás... e Angie ficou sozinha na sala com o vaso... e voltou a ouvir a voz, mais alto e mais forte que antes, a chamava, .... – Quebre o vaso!... Me tire daqui!... Angie se aproximava cada vez mais do vaso..., quando percebeu estava frente-a-frente do vaso... ele estava dentro de uma armação de vidro sobre um pedestal de mármore, quando Angie tocou na armação, percebeu que não havia nada lá, e pode segurar o vaso em suas mãos... quando ela sentiu uma força descomunal emanando do vaso para dentro dela... ela assustada deixou o vaso cair de suas mãos se quebrando em milhares de pedaços... neste mesmo instante, Angie, como se houvesse saído de um transe, olhou para o vaso em pedaços no chão e ficou desesperada, não sabia como havia feito aquilo... como iria pagar pelo estrago que havia feito..., interrompendo seus pensamentos, viu uma sombra, que se aproximava muito rapidamente dela... com muito medo, Angie, tentara fugir, mas em seu desespero caiu, e não tirando os olhos da sobra, tremia e chorava... não entendia o que estava acontecendo... a sombra parou em sua frente e num movimento muito rápido entrou pela boca de Angie... fazendo com que ela sentisse uma dor, que jamais havia sentido... Angie urrava de dor... seu corpo parecia que ia explodir, sentia como se estivessem a cortando de dentro para fora... e quando por exaustão, causada pela dor, Angie caiu inconsciente no chão...
Angie acordou no hospital de noite, muito dolorida e machucada, sentia dor por todo o corpo, e fazendo um esforço muito grande levantou a cabeça e viu uma enfermeira perto da porta do quarto...
– .. enfermeira... onde estou?! O que aconteceu comigo?
– Se acalme, menina... você esta muito machucada, não faça muito esforço..., deite-se que eu lhe explico – ela se aproximou da cama e ajudou, cuidadosamente, Angie a deitar mais confortavelmente – pronto!... aconteceu que a sala em que você estava no museu explodiu... houve uma grande explosão... o pessoal do museu acha que foi a tubulação de gás... foi uma benção você ter sobrevivido..., a sua professora disse que tentou contactar seus pais, mas parece que não havia ninguém na sua casa, você sabe aonde eles possam estar? Quer que eu tente ligar novamente para eles?
– ... não... não precisa... não tenho pais, só uma avó... mas, acho que ela não vai se importar muito... e, como assim?! Explosão?!... não me lembro de nada!... e porque minhas mãos estão todas enfaixadas? Sinto muita dor nas palmas... o que aconteceu?! Por favor, me diga!
– Calma menina!... você fez um ferimento muito profundo nas mãos, deve ser que na hora da explosão pode ter entrado estilhaços de vidro em suas mãos... não sei... os médicos costuraram suas mãos, mas elas continuam sangrando... tente não mexe-las para que não piore, esta bem?! E agora chega de conversa! Você precisa descansar! Vou voltar mais tarde para trocar suas bandagens. – disse a enfermeira se retirando.
Angie permaneceu deitada, pensando no que havia acontecido... tenho certeza que não foi isso o que aconteceu!... me lembro do vaso caindo no chão... e porque minhas mãos doem tanto?!... Angie num esforço sentou-se na cama, e começou a tirar as bandagens das mãos... Quando Angie viu suas mãos ficou horrorizada com os quelóides em formato de “S” no centro das palmas, elas sangravam, e os pontos que os médicos fizeram pareciam que iam arrebentar, rasgavam a pele, e dor apenas piorava... Angie queria arrancar a costura..., mas estava tão exausta que deitou novamente, dormiu, e em seguida sonhou... um sonho muito perturbador...
Angie via um lugar muito bonito, com rios, florestas, montanhas, e aldeias... de repente, tudo ficou muito escuro, só se via, ao fundo, uma luz muito fraca e distante... Angie voava em direção da luz,.., quando chegou mais perto viu que não era uma luz puramente, ela emanava de um homem de longos cabelos brancos, muito branco, era um homem muito bonito...mas, tudo ficou escuro novamente... e desta vez apareceu uma mulher de cabelos negros, tão escuros que se confundia com a escuridão que a cercava,..., ela chorava lagrimas de sangue, e entoava uma triste melodia... Angie a escutava, e começou a sentir a tristeza da mulher tão profundamente que começou a chorar... e foi aí, que a melodia de melancólica, passou a ser de ódio, um ódio tão profundo quanto a tristeza antes mencionada... Angie sentia todo o ódio, que a canção emanava, sentia ambas as melodias em seu coração... Quando, acordou assustada... suas mãos não doíam mais... ela observava suas mãos fixamente, e como se estivesse num transe aproximou-as e fechou-as... neste momento, uma forte luz saiu de suas mãos..., ela as abriu, e viu flutuando em sua frente a pedra que estava no vaso, a ônix negra, envolto por duas serpentes negras... olhou para suas mãos e viu que os cortes haviam sumido!...Como sumiram?!, indagou-se surpresa... e Angie ouviu novamente a voz,..., mas a voz não era tão assustadora quanto antes... – Tome a pedra novamente em suas mãos, e não conte isto a ninguém!... Tome muito cuidado...– E a voz parou..., Angie desconfiada aproximou as mãos da pedra, e a luz voltou a aparecer, e a dor que sentira no museu também voltou... Angie gritou de dor... e voltou a desmaiar... só acordou mais tarde com a enfermeira ao seu lado a olhando...
– Já acordou, mocinha?! Porque você tirou as ataduras?
– ... é que eu queria ver minhas mãos... elas doíam muito...
– E foi por isso que você gritou daquele jeito?... ao ver suas mãos?!
– ...Não... –o que eu vou dizer a ela?!... ninguém vai acreditar no que eu vi... e ainda vão me internar num hospício... Não sei se eu mesma acredito, refletiu, e omitindo os acontecimentos, disse: – ... é que voltei a sentir dor...
– Entendo!.. Mas, não volte a tirar as ataduras, entendeu?!
– ...sim...
– Certo..., você quer comer alguma coisa?
– Sim, por favor... estou com muita fome...
– Já volto com a comida...
A enfermeira saiu do quarto, e Angie voltou a ficar sozinha... ela observava suas mãos agora com as ataduras... fechou os olhos e via as imagens da mulher e do homem em sua mente... essas imagens causavam-lhe muita preocupação, sentiu um calafrio muito forte, que a fez tremer dos pés a cabeça... quando a enfermeira entrou no quarto com uma bandeja de comida... Angie comeu, e se sentiu muito satisfeita e refeita..., sentiu muito sono e resolveu deitar-se novamente... começou a sonhar... apareceu a mesma mulher do outro sonho,..., Angie a via com mais clareza, aparecia somente seu rosto, e ao fundo a escuridão de seus cabelos negros... Angie a observava com muita atenção, e sentiu-se estar olhando para um espelho... a mulher era muito parecida com ela... Quando, a mulher, sem movimentar os lábios disse: –Tome muito cuidado!... eles já estão aqui!... não confie em ninguém...– e Angie acordou muito assustada e preocupada..., o hospital, a rua, estava tudo em silencio... um silencio total... nem um barulho sequer... Angie resolveu levantar-se da cama, e se dirigiu à porta do quarto, abriu-a, olhou para o corredor e não viu ninguém... começou a caminhar pelo corredor..., quando viu um homem de cabelo roxo brilhante, com uma longa capa alaranjada, de costas... Angie assim que o viu sentiu um pavor tão grande e inexplicável que começou a correr na direção em que viera... mas, o homem a percebeu, e começou a persegui-la, ele vinha com muita velocidade atrás de Angie, ele não encostava os pés no chão... enquanto Angie fugia do homem, apareceu mais três homens à sua frente, um homem de cabelo verde, tão brilhante quanto do outro homem, e mais dois com cabelo castanho... Angie não tinha mais para onde fugir... estava encurralada... os homens a cercaram, e começaram a discutir em uma língua muito estranha... Angie ouvia tudo o que diziam, e sem saber como começou a entender o que falavam...
– É isto o que tanto temíamos?! – disse o homem de cabelo roxo – Um ser desprezível como este?!... Que fugiu ao me ver... fugiu!!!
– E, nós que nem queríamos vir a esta missão, temendo por nossas vidas! Aha! – disse um dos homens de cabelo castanho, e o outro assentindo.
– Mas,..., se esse ser não fosse Yoru Yukyalet, me explique como poderia emanar tanta energia, a ponto de nós a pressentirmos do nosso mundo?! – disse muito pensativo o homem de cabelo verde – ... e ainda tem o senhor Mohaket, acha que ele estaria enganado?!... Se estivesse então porque nos mandaria aqui, e nos ordenasse expressamente que a trouxéssemos até ele... e, Vandrast, veja como ela se parece com Yoru!
– É! Você tem razão, Zeyubon – concordou o homem de cabelo roxo – ...mas, mesmo assim ela não se parece tanto com A Terrível, e não tem energia nenhuma! Porque não a matamos aqui e voltamos?!
– Está louco, Vandrast!! – disse exaltado Zeyubon – Mohaket nos mataria!... Vamos!... Vocês dois! Peguem-na!
– Sim, senhor! – obedeceram os dois homens de cabelo castanho.
– Esperem, Por favor!!... não me matem!... não fiz nada... – gritou Angie chorando – por favor...
Todos olharam espantados para Angie... ela havia falado na língua deles!
– Ouviu isso, Vandrast?! – disse Zeyubon – Vê como é ela!... se não fosse como poderia nos entender, e ainda mais: falar em nossa língua?!
– Perdão, por ter duvidado, Zeyubon! – disse ainda surpreso Vandrast –... Vamos logo!
Angie tentava se livrar dos dois homens que a prendiam, mas era inútil... eles a seguravam tão fortemente que mal conseguia se mover... Ela gritava por ajuda, mas não aparecia ninguém... quando os dois homens de cabelos coloridos, começaram a entoar frases, que Angie não compreendia sequer uma palavra,... assim que terminaram surgiu uma luz muito forte, e eles a adentraram, juntamente com Angie, que desmaiou logo que viu a luz...
A voz que Angie ouvira, dizia insistentemente: - Não conte nada a eles!... e viva!... quando acordou, viu que estava levando tapas no rosto de um homem de cabelo grisalho com mechas castanhas... O homem percebendo que Angie havia acordado, parou e começou a olha-la com muita atenção e desprezo...
– Ora, ora!... Veja quem retornou!... A Terrível Yoru Yukyalet!... ou melhor dizendo A Fracassada..., não esperava que você voltasse tão inútil!... durante anos tive pesadelos com a idéia de seu retorno! Aha! Aha! – debochou o velho, chutando Angie que estava no chão acorrentada.
Angie gritou de dor, e começou a chorar...
– ... por favor, pare!... não sei do que você esta falando... quem é Yoru?!... não sou ela... O que eu fiz?!... não fiz nada!... por favor... pare... – dizia Angie em prantos.
– Cale a boca! Sua inútil!... O que você fez?!... Eu te digo: Você matou milhares e milhares de pessoas, destruiu metade do meu mundo... E ainda acha que você não fez nada!!– esbravejou o velho, e novamente a chutou, e virando-se ordenou para um dos guardas que se encontrava atrás dele – Chame imediatamente Zeyubon e Vandrast! – e voltou o olhar para Angie – Como não sabe do que eu estou falando?!... Mentirosa! – a chutou de novo, quando entrava na cela os dois homens que haviam levado Angie do hospital.
– Nos chamou senhor Mohaket? – inclinaram-se os dois homens.
– Claro que chamei!... Expliquem-me isso... como esta inútil ficou tão fraca?! – gritou Mohaket.
– Senhor, nós acreditamos que Yoru ainda esta dormindo dentro deste ser despresivel! – disse Vandrast.
– Dormindo?! Expliquem-se melhor! – disse irritado Mohaket.
– Ela, não despertou ainda os seus poderes, senhor... este ser tem Yoru dentro dela, mas pelo o que vi não sabe disso ainda,..., ou pode estar nos enganado, e quando menos esperarmos irá nos atacar! – disse Zeyubon.
– Entendo... – disse pensativo Mohaket – então é melhor que a sacrifiquemos o mais rápido possível... para que não desperte!... Levem-na para o Conselho daqui a dez manhãs, estarei esperando vocês lá... não quero fracassos! Entenderam?! – falou friamente Mohaket, e olhando para Angie, continuou – Quero vê-la morrer novamente!!
E saiu da sala... Angie, ouvindo essa frase, entrou em choque, não conseguia mais parar de chorar, nem percebeu quando os homens haviam saído de sua cela... apenas chorava... e por exaustão dormiu, e acordou com o rapaz que havia entregado aquela água tão maravilhosa...
- Agora estou sentindo o efeito da água, meu corpo já não dói tanto quanto antes... Mas, porque estou aqui– sussurrou consigo.