...Prelúdio da Solidão...
(¯`·._.·[CAPITULO QUATRO]·._.·´¯)
Quando César e Dennis estavam quase adormecendo o telefone toca...
- Alo! - César atende sonolento,
senta-se serio na cama, acordando Dennis – Eu não acredito! – falou se
levantando e totalmente desperto – já estou indo para aí! – desligou
ficando pensativo.
Dennis o encara preocupado - O que
aconteceu César?!
- A mulher – estava pálido –
esta morta!
Dennis se levanta da cama alterado
– Como?! Ela não estava na delegacia?!
- Ainda esta! – começou a procurar
por suas roupas – tenho que ir para lá!
- Eu vou junto! – César estancou
querendo dizer algo, mas foi interrompido por Dennis – Eu vou! Preciso te
contar o que eu descobri! Mas eu preciso falar com o Michel primeiro! – falou
pegando o telefone, César viu Dennis ficar tenso e colocar o telefone no gancho
– ele não esta lá!
César o encarou serio – eu deixei
ele lá! Quer passar por lá no caminho da delegacia?!
Dennis fica pensativo e responde indo
se vestir: - Vamos, estou com um mau pressentimento!
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Michel sentia o toque dele... chorava
e sorria de felicidade, o abraçou fortemente, ele correspondia na mesma
intensidade: - Pensei que você não fosse real! Eu quero tanto ficar junto com
você!
Ele sorri tristemente – Eu sei,
como eu sei! – puxou para perto da janela, onde a luz da lua era mais
presente... Michel o viu... não era como em seus sonhos, não se parecia com
uma criança e nem tão pouco com o homem que o possuíra... era o meio termo
entre os dois, não era muito alto, só um pouco mais alto que si e não era
muito musculoso, mas o olhar azul profundo, os cabelos longos e prateados e a
pele suave eram as mesmas... e não deixava de ser a pessoa mais bela e sedutora
que Michel jamais vira... ele era extasiaste... Michel tocou em seu rosto
novamente – não sou como esperava, não é?!
Michel respondeu prontamente – Você
é até mais do que eu imaginei! Tenho só uma certeza: que te amo tanto, é tão
profundo e intenso, que machuca! Dói! Um amor antigo... é mais do que eu
imaginava... muito mais... quero lembrar! Me conta o que eu esqueci, meu amado!
Me fale do nosso passado!– suplicou o encarando, vendo seus olhos se encherem
de lagrimas... Michel sentiu uma angustia ao vê-lo chorar, beijou suas
lagrimas, numa caricia muda...
- Você sente e não se lembra?! Me
chamou como me chamava antes... como sempre me chamou inconscientemente...
desejo tanto que isso um dia acabe – falou puxando-o mais para perto de si,
Michel encostou sua cabeça no ombro do outro sentindo o seu envolvente aroma, não
queria interrompe-lo, parecia muito difícil o que iria contar-lhe – Queria
contar tudo mas não temos tempo novamente... estamos fadados a morrer e a nós
amar... mas você tem a escolha...
Michel ficou na mesma posição e
indaga triste, temendo a resposta – Que escolha?
- De viver...
- Sem você – completou
lembrando-se da promessa.
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César e Dennis ao chegarem na frente
do apartamento de Michel se depararam com Sofia que muito provavelmente os
aguardava... Dennis não se surpreendeu ao vê-la.
- O que faz aqui, senhora Sofia?! –
indaga César.
- Nos impedindo de subir –responde
Dennis a vendo sorrir.
- Vejo que descobriu algumas coisas,
não é doutor?! – ficou seria novamente – Então já sabe que daqui vocês
não passam, portanto podem ir para a delegacia!
- Como sabe que estamos indo para a
delegacia?! – fala César irritado – E porque não nos deixaria subir!!
Ela encarou César friamente –
Porque não é aconselhável que subam, se insistir, vou ser mais persuasiva!
– falou ameaçadoramente espantando César e fazendo com que Dennis se
postasse na frente de César o protegendo.
- Não será necessário, nós vamos
embora, mas peço que a senhora nos acompanhe!
- Esta bem, eu irei e responderei o
que deseja saber, pequeno!
César encarava os dois sem entender
o que estava acontecendo, Dennis o fitou carinhosamente dizendo: - Você já vai
entender... vamos?!
Os três ao chegarem na delegacia em
polvorosa foram direto para a sala de César.
- Me esperem aqui, vou resolver
algumas coisas, já volto! – falou se retirando.
- Porque esta protegendo Christian?!
E foi você que fez com que eu perdesse a memória?– indaga Dennis direto.
Ela sorri – Sim fui eu , doutor, não
seria sábio deixa-lo lembrar-se de tudo antes do momento apropriado... E quem
disse que eu estou o protegendo?!... Enganou-se doutor... desde o começo o meu
objetivo era proteger o seu irmão dele... afasta-lo mas não consegui
novamente!... seu irmão é um bom rapaz, é uma pena que tenha que morrer tão
cedo!
Dennis assustou-se com as palavras da
mulher: - Meu irmão vai morrer?! – indagou desesperado – Porque?! Ele vai
mata-lo?!
- Sim ele vai morrer... e ele jamais
mataria Michel, você sabe disso! Mas de certa forma ele o condenou a morte...
é seu irmão que vai escolher entre a vida e a morte, na verdade ele já
escolheu há muito tempo!
- Como assim?! Não estou entendendo,
Sofia! Quem vai mata-lo então?!
- Espere seu cônjuge chegar que eu
conto... essa historia esta relacionada a todos vocês!
César estava estático olhando na
cela o corpo de Ângela Amenod... A cela com uma única entrada, sem janelas e
completamente coberta de sangue, as paredes vermelhas ainda escorriam... o corpo
da mulher aberto ao meio, com a mesma expressão de horror das outras vitimas,
ela estava ajoelhada, como se implorasse por algo... César saiu de seu transe
chamando os policiais que estavam presentes: - Muito bem, escutem todos! Quero
saber como essa mulher morreu dentro da delegacia?! Quem deixou o cara entrar?!
– gritou muito irritado.
- Senhor César – chamou
cautelosamente um dos policiais, vendo que ele o encarava fulminante respondeu
gaguejando – não-não entrou nin-ninguem senhor!
César encara o policial mortalmente:
- Então como ela morreu se estava trancada na sala?!
Um outro falou – Não sabemos
senhor, vimos a fita da cela e-e a fita estava em branco!
- Como em branco?! – explodiu, ia
dizer algo, mas se calou... lembrou-se da historia – demônios! –
pensou conclusivo indo para sua sala deixando instruções para os policiais: -
Vocês arrumem essa bagunça e por nada me interrompam na minha sala! Vou
interrogar uma certa pessoa!
Chegou na sala e viu Dennis e a
mulher sentados o aguardando, sentou-se também e falou ainda irritado: - Muito
bem! Desembucha! Quero entender porque essa mulher foi assassinada na minha
delegacia!!!
Sofia o encarou com desdém –
Acalme-se, porque a historia é antiga... muito bem, vou contar o que vocês
precisam saber a respeito de Christian, o doutor descobriu algumas coisas, se
lembrou de algumas, mas o que eu disser a você vai esclarecer por definitivo
suas duvidas, mas enfim, vocês sabem o que é um anagrama?
- é quando se forma uma palavra
através da transposição de letras de uma outra palavra. – respondeu César
– o que isso tem haver?!
- o nome da vitima, qual era
detetive?!
- Ângela Amen... – César parou
com o cenho franzido.
- Amenod – respondeu Sofia – é o
anagrama da palavra Daemon em latim, que na sua língua significa demônio! Você
percebeu agora não é?! – falou a César, e continuou o relato – a família
Amenod teve sua existência suplantada por um demônio, não um simples demônio,
mas um dos Grandes Generais do Inferno... ele criou a família para que pudesse
renascer como um humano! – falou descrente – Mas porque um demônio de
grande classe faria isso?!
- Por causa de alguém – respondeu
Dennis meditativo.
- Exatamente! Agora você sabe quem
é esse “alguém”, pequeno?! – ele a encarou incrédulo – Sim, é o seu
querido irmão... mas essa historia como eu disse é antiga, muito antiga... Os
demônios antigamente, como hoje ainda, vagam livremente por esse mundo, porem
antigamente era muito raro um sair, só saiam os mais poderosos... Christian,
como vocês o chamam, saía freqüentemente do submundo, vinha para saciar seus
desejos... ele é um demônio que procura prazer para se alimentar, ele é uma
espécie de Inccubus, por ser assim é extremamente sedutor, esta em sua
natureza ser assim, e não há quem resista a ele...
“Certa vez, encontrou um rapaz que
não conseguiu seduzir, o rapaz era puro de alma e coração, conseqüentemente
não conhecia os prazeres da carne, não entendia o que Christian fazia, ao
tentar seduzi-lo... Christian ficou confuso e acabou gostando de ficar na presença
do rapaz, sem haver sexo.”
- Ele se apaixonou! – falou César
encarando Dennis.
- Certo novamente... mas para um demônio,
é praticamente inadmissível isso! Trata-se de sentimentos humanos, e são
tratados como coisas banais... demônios não precisam dessas coisas para
existirem! A Senhora do Submundo não permitiu que ele saísse novamente de lá,
não deixou que ele retornasse a terra...
- Mas, ele sabia o que sentia?! –
indagou Dennis curioso – porque você disse que eles não estão acostumados a
se sentir assim!
Sofia sorri – realmente ele não
sabia... aprendeu mais tardiamente, com o passar dos séculos... porem a
Soberana do Inferno sabia! Ela sabia o que ele estava sentindo, e não permitiu
que um de seus melhores Comandantes se deixasse levar por uma tolice!
- Mas não é uma tolice!! –
exclamou César – essa mulher de quem você fala, pelo o que pude perceber
gosta de Christian!!
Sofia sorri irônica – Ela é a,
como vocês denominam, mãe... mas, você tem razão! Ela é um ser possessivo e
muito ciumento e tinha ele como um amante, o que ela mais apreciava... mas esse
foi o erro dela...
- Gostar dele! – proferiu Dennis.
- sim – Sofia se calou por
instantes como se algo a consumisse – Christian não entendia o banimento da
Mestra, entretanto nunca iria contra sua vontade... mas, não conseguia ver-se
longe do seu amado... era uma cena triste, vê-lo prostrado deprimido, não
sabendo o que se passava com ele... desistiu de seu cargo, não se alimentava,
principalmente sexualmente, que o deixaria fraco e sem brilho... contudo, isso
também fez com que ele se tornasse mais belo ainda... essa depressão lhe deu
uma nova aura... triste, mas deu... A Soberana se irritou com a “desobediência”
dele, porque ele não a servia mais, o chamou para lhe dar um castigo, ele foi
prontamente esperando ansioso pela punição...
- Ele esperava pela punição!?
– indaga César.
- sim, ele desejava acabar com o
sofrimento que lhe consumia... não sabia o que era, somente que estava
relacionado ao amado... e já que não poderia mais vê-lo decidiu morrer... A
Soberana ouvindo essa confissão, decretou que ele permaneceria vivo e poderia
ver o rapaz, porem se o tocasse o rapaz morreria!
- Mas então ela teve uma boa atitude
deixando-o ir vê-lo! – exclamou Dennis.
Sofia sorriu amargamente negando com
a cabeça – Ela foi muito cruel, Dennis... jamais houve um resquício de
bondade na atitude dela! Ela o amaldiçoou e condenou os dois... você
conseguiria viver com ele – apontando para César – sem poder ama-lo?! –
Dennis prostrou-se triste negando, Sofia suspira – nem eles... A Mestra
cometeu um engano terrível ao fazer isso, pois não esperava a atitude deles,
mas isso só fez com que ela se irasse mais ainda os punindo eternamente...
- Como?! – perguntou Dennis com
lagrimas nos olhos – Como eles são condenados?!
- Após eles terem consumido o ato, o
rapaz morre e Christian voltara para a prisão do Inferno, sendo solto apenas na
época em que ele o chama – vendo a expressão de interrogação de seus
ouvintes explicou – o rapaz, em todas as suas gerações, clama por ele em
seus sonhos o trazendo para a realidade... foi o que aconteceu pela primeira
vez, quando o rapaz viu Christian, apaixonou-se etéreamente, não era como as
paixões que Christian causava normalmente, era algo arrebatador, quando ele foi
confinado no inferno o rapaz chorava a cada instante clamando por ele, sofreu
muito... ao retornar, Christian o encontrou a beira da morte, ainda chorando...
eles se uniram nesse reencontro, Christian lutou bravamente para salvar a vida
de seu amado, mas foi em vão... ele morreu diante de seus olhos...
Dennis chorava enquanto César o
acalmava, enquanto o fazia, perguntou encarando Sofia – E como o rapaz teve
sua linhagem, até chegar em Michel?!
Sofia o encarou seria – A Mestra
como eu disse foi muito cruel, toda vez que o rapaz morresse ele renasceria como
um bebê, caso se não houvesse nenhum descendente, mas se houvesse um dos
filhos carregaria a maldição! Foi seu tataravô que renasceu, não teve mãe
nem pai, nasceu da ultima batalha, em que Christian desesperado por querer
quebrar esse ciclo maldito, tomou uma mulher e a engravidou deixando um filho
para que o gerasse como um humano, se matou assim que a criança foi gerada
ficando adormecido até despertar nesse corpo, chamado Christian! – ela
encarou Dennis que ainda chorava sendo amparado por César que o acariciava
ternamente – Sei que você pode sentir a dor que eu descrevi nessa historia,
pequeno... se sente assim porque esta em seu sangue essa maldição, foi por
isso que Christian quando o viu pela primeira vez disse que você não era quem
ele esperava – ela ficou em silencio e murmurou – não agüento mais isso...
César a fitou serio – Então
porque não termina essa historia?! Porque não os deixa livre?! – Dennis e
Sofia o encararam surpresos – Pensa que eu não percebi quem você é?! Sim eu
percebi! Grande Senhora dos Infernos! – falou irônico – Volto a perguntar:
Porque não para com isso?! Você sofre com isso também! Ou não?! Estou
enganado quando vejo em você arrependimento e culpa?!
Ela nada disse, fechou os olhos e
falou com voz inumana – Nada posso fazer agora, não há como reverter o
destino já selado!
- Mentira! – falou alterado Dennis
– Você é que não quer modificar o destino deles! Dê a eles uma chance! Uma
ao menos... – falou perdendo a voz e voltando a chorar suplicou – dê a eles
uma chance e uma a você...
Ela suspirou – Não há mais tempo
para isso... mais uma vez eles irão morrer!
- Não!! – gritou Dennis
desesperado.
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- Jamais aceitei e nunca aceitaria um
momento da minha vida em que você não esteja comigo... esperei anos da minha
vida, e além dela, para estar com você estes momentos, não me peça para
deixar de ama-lo... ainda mais depois do que você sofreu nessa vida humana para
podermos ficar juntos... não me peça isso – falou Michel com lagrimas nos
olhos e o beijou suavemente que correspondeu o abraçando e intensificando o
beijo.
Christian o tocava com pura adoração,
beijava e acariciava cada parte do corpo de Michel, despindo-o de suas roupas...
Michel suspirava e retirava a roupa de seu amado, quando os dois ficaram nus sob
a luz da lua, Christian toca o rosto de Michel diz serenamente: - Não vou
deixar que isso ocorra novamente com você – colocou suavemente os dedos na
boca de Michel percebendo que ele diria algo – você não fala, mas eu sinto
que isso dói, e muito para você... até mais do que para mim.... essa nossa
separação... passei séculos e séculos pensando no que fazer, pensando num
modo em não te fazer sofrer, para que esses nossos momentos de entrega e paixão
sejam eternos... eu tomei uma decisão, amado... não se preocupe, você vai
saber no momento certo – respondeu a expressão interrogativa de Michel – não
vou deixar nada mais interferir no seu futuro... mas agora nós precisamos
completar com a nossa maldição e fazer-nos felizes por instantes... instantes
que vão perdurar minha longa existência sem você! – o beijou novamente
deitando-o no chão, como antigos amantes, Christian tocava o corpo de Michel
com eximia perícia, arrancando-lhe suspiros e gemidos libidinosos... Michel se
contorcia por debaixo de Christian atritando os corpos, Christian com voz
inumana e cheia de êxtase sussurra ao encontro do pescoço de Michel: - Você
sempre me enlouqueceu – deu um gemido – mas, agora! – falou dando um
gemido mais alto ao sentir Michel lambendo e mordendo sua orelha, encararam-se
sorrindo, Christian desceu lambendo o tronco de Michel, que se apoiou em seus
braços para ver o seu devasso amado, ele o olhava com malicia de uma fera,
Michel sentiu um prazer sobrenatural... o aroma que Christian exalava, seu
olhar, o modo como se movia sobre ele, a energia prateada que começava a emanar
o inebriava sumamente...
Christian abocanhou o falo de Michel
fazendo-o curvar-se de prazer, o estimulava lentamente, levando Michel a
loucura, segurou nos cabelos de Christian forçando-o a ir mais depressa...
Christian parou e encarou felinamente seu ofegante amado...
Michel viu diante de si, o mesmo ser
que o possuíra em seus sonhos e no seu passado, e que tanto amava... o seu demônio
e anjo, sua vida e morte... beijaram-se novamente cheios de paixão, as caricias
mais apressadas e famintas... O belo demônio ergueu Michel o encaixando em sua
carne fazendo-os gemer roucamente... Michel sentia muita dor, mas nada superava
o prazer que sentia, abraçava seu amante com toda força que possuía descendo
e subindo num ritmo estonteante, Michel avançou para um beijo, mordendo os lábios
de seu amante, as línguas se encontraram arrebatadoramente buscando uma pela
outra no mesmo ritmo furioso dos corpos, gozaram e esgotados se abraçavam como
se fossem um...
- Não vou deixar que isso perdure,
meu amado! – sussurrou ao ouvido de Michel que adormecera levemente.
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Sofia se levantou indo embora quando
Dennis postou-se em sua frente a impedindo de passar, ele chorava e implorava: -
Por favor deixe-os em paz! Não vão incomodar você!... por favor – falou
quase cambaleante sendo aparado por César.
Ela sorriu amargamente – Já disse
criança que nada posso fazer... vocês entenderam errado quando pensaram que eu
era a Soberana, sou uma parte dela, por séculos vivi em varias aparências
humanas sempre próximo ao herdeiro da maldição, meu dever era tentar impedir
que eles se encontrassem, mas não poderia interferir de forma alguma no destino
deles... não sou eu quem decide o destino deles... sou apenas a portadora da
desgraça... e da execução! – ela calou-se fechando os olhos e tomando uma
aparência de jovem de cabelos negros e pele muito branca, emanou uma energia
sombria a encobrindo pronunciando gelidamente – Esta na hora! – e
desapareceu deixando Dennis desesperado pelo o que iria acontecer, César não
sabia o que fazer, apenas amparava o seu amor.
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Michel acordou nos braços de seu
amado que velava carinhosamente pelo seu sono... sorriu ao vê-lo, ele tocou em
seus cabelos e falou tristemente: - Ela já esta aqui amado! – Michel ergueu
os olhos e viu uma mulher de longos cabelos negros surgir diante de si, um temor
percorreu por todo o seu corpo abraçou mais a seu amado, temendo por eles...
mas ele se ergueu trazendo consigo Michel dizendo com voz potente – Tenho uma
proposta, Carrasca! Diga a sua Mestra que desejo vê-la!
Ela apenas assentiu com a cabeça, de
repente começou a emitir muita energia, fazendo com que ocorresse ventos fortes
dentro do apartamento quebrando alguns objetos, falou com voz gélida e inumana:
- O que quer Minha Criança!
- Desejo fazer uma proposta para por
um fim a esse ciclo amaldiçoado!
- Fale, que eu decidirei!
Michel o abraçou – Desejo que faça
com que meu amado perca suas memórias relacionadas a minha existência para que
ele não sofra mais com minha interferência!
- Não! – gritou Michel o encarando
– Não posso aceitar isso! Não posso viver sem ter você! – olhou para a
Senhora e suplicou – não aceite essa proposta insana!
- Cala-te mortal! – ordenou e
fitando seu demônio – Que beneficio teria eu em faze-lo, meu caro general?!
- Eu tomaria o meu cargo novamente,
Grande Senhora! Não voltarei à este plano para procura-lo! Pois sou convocado
cada vez que ele me clama, se ele perder a memória que percorre em seu sangue,
esquecera do passado!
Ela riu zombeteiramente – Achas
mesmo que sou tão tola?! Acredita que mesmo apagando a memória dessa criança
humana vai fazer com que ele te esqueça?! – ela parou e os observou, seu cria
protegia o humano inconscientemente, sorriu consigo – Tenho uma proposta para
fazer-te, meu General... não quero apenas a memória dele, quero a sua também,
porque assim terei o controle sobre ti novamente!
Michel encarou os olhos azuis
profundos cheios de lagrimas de sangue, e o beijou... sabia que os dois sofriam
com as batalhas, que eram batalhas eternas e perdidas... sabia que seu amado
escolhera a melhor maneira de viverem... mas como viver se não há motivo para
faze-lo... virou-se para o demônio-mulher e falou firme – Eu aceito!
- Que assim seja, meus Amaldiçoados!
– ela envolveu Christian com um manto negro afastando-o de Michel que tentava
desesperadamente toca-lo.
- Meu amado, por toda a eternidade
irei buscar-te, em meus vícios, no meu imenso carinho por ti, no meu passado e
na verdade de que amo-te além de minha existência, saiba disso... – falou
vendo seu sangue jorrar de sua boca e sentindo um aperto no coração e
desfalecendo. Michel correu aflito para tomar em seus braços o seu amado,
chorava melancólico beijava sua face já morta.
- Eu também irei a tua procura...
meu belo demônio... meu amado Luriel! – deu um ultimo beijo antes de perder a
consciência e morrer, sentiu o mesmo aperto em seu coração, caindo sobre o
corpo de seu falecido amado.
Lilith observava a cena fúnebre,
sentiu seus olhos arderem e viu sangue neles... a voz de Sofia soou de dentro de
si: - Amada Mestra, será que o que fez foi o correto?!
- Sim, eles finalmente irão
descansar, Querida Consciência! Fiz certo em chamar-te para essa missão...
- Quem mais poderia agir com
Sabedoria alem de mim, Senhora?!
Ela sorriu – Agora tome este corpo e
leve o humano para os seus parentes, diga para dar-lhe o nome de Christian...
- Sim, Senhora... este nome é um belíssimo
nome realmente! – fechou os olhos novamente e estava em seu corpo, com sua
energia ergueu Michel e o transformou em um bebe, segurou-o em seus braços e o
viu adormecido... viu o corpo de Luriel sumir diante seus olhos, sabia que ele
iria para o mundo infernal... tomou a aparência da velha senhora e esperou que
Dennis e César entrassem no apartamento destruído de Michel.
Dennis encarava tudo com raiva e
magoa no olhar, seu irmão estava morto! Viu Sofia de costas para si, gritou
alterado: - Porque não impediu?!
César o segurava para que não avançasse
em cima de Sofia, ela se virou lentamente, e eles puderam ver em seus braços um
pequeno bebe... Dennis chorou quando viu o pequeno, aproximou-se prostrado
tocando levemente seu rosto delicado – Michel... meu irmãozinho! –
segurou-o em seus braços com profundo carinho, César se aproximou fazendo um
singelo carinho.
Sofia os encarava e falou com voz
suave – Dêem a ele o nome de Christian, e saibam que esta criança não é o
seu irmão, é apenas semelhante a ele, ele é como se fosse um filho dele! –
Eles a encaravam.
- Esta bem... darei esse nome em
honra ao meu irmão e seu amado... e não porque você me pediu!
Sofia sorriu – Sim eu sei! Cuidem
bem dele, e adeus meus pequenos!
Dennis e César foram envolvidos com
a energia de Sofia, que desapareceu, deixando os dois homens e o bebe
sozinhos...
- César?! – indaga Dennis com o
bebe no colo o encarando.
- O que foi, Dennis?! – respondeu o
fitando também.
- Porque estamos aqui?!
- Você não se lembra?! –
perguntou vendo-o negar – viemos aqui para... para... – ficou pensativo –
não lembro também! E que bebe é esse no seu colo?!
Dennis respondeu sorrindo – Não
sei, mas ele é do meu irmão... disso eu tenho certeza, é muito parecido com
ele!
- Christian – falou César – o
nome dele é Christian!
- Sim... é esse o nome! – afirmou
correndo o olhar pelo apartamento – vamos embora, por favor, César esse lugar
me trás más lembranças!
- Para mim também... desde que seu
irmão morreu – resolveu não falar mais nada – vamos embora meu amor...
FIM!! ;____; Porem tem u Epílogo!!
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